| Educação |
| Últimas notícias |
| Biblioteca |
| Cursos |
| Enem |
| Inglês online |
| Vestibular |
| Viver no Exterior |
| Você sabia |
| Tradutor de inglês |
| vc repórter |
| Correções |
Terça, 19 de dezembro de 2006, 11h12 Para educadora, professores precisam de atualização |
|
Para oferecer novos paradigmas de aprendizagem e processos de avaliação diferenciados, os professores precisam estar preparados. No entanto, a avaliação da educadora Regina de Assis quanto à qualificação dos docentes brasileiros não é positiva. Ela acredita que uma discussão nacional é necessária para renovar a prática pedagógica do País.
» Ensino Fundamental de nove anos visa a inclusão
» Currículo e avaliação devem respeitar o aluno, diz educadora
» Colégios se preparam para período de transição
» Ensino Fundamental x Educação Infantil
» Veja como é o ensino básico em outros países
Ensino Fundamental: veja o que muda na prática
» Fórum: comente o assunto e envie suas perguntas
"O professor de 1ª a 4ª série é o que tem a maior responsabilidade sobre o futuro da criança. Ele tem uma tarefa mais exigente do que a de um professor universitário. Por isso ele precisa ter conhecimento completo das capacidades dos alunos. Nossos professores estão ensinando como nas décadas de 40 e 50", diz Regina, que é presidente da MultiRio, empresa pública do Rio de Janeiro que produz mídias voltadas para a educação.
De acordo com Jeanete Beauchamp, diretora de Políticas de Educação Infantil e Ensino Fundamental da Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC), o governo está fazendo a sua parte para promover a qualificação dos profissionais de ensino. "O MEC mantém um programa voltado para linguagens e matemática que, atualmente, conta com 176 mil professores do Ensino Fundamental. O objetivo é que eles participem desse processo enquanto estão em exercício", diz.
Jeanete destaca também que, já em 2004, a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação publicou em seu site (http://portal.mec.gov.br/seb) documentos com orientações gerais sobre o processo de implantação de mais um ano no Ensino Fundamental, além de uma proposta de formação continuada contendo dez programas sobre alfabetização e letramento.
Para Regina, isso não é o suficiente. "Ainda não houve um movimento do Ministério da Educação para que os cursos de Pedagogia se abram e tenham a capacidade de preparar esses docentes", afirma. Segundo a educadora, um professor de 1ª a 4ª série tem de dominar métodos pedagógicos, mas também deve ter noções das áreas de Letras, Artes e Comunicação. "Enquanto não houver uma discussão nacional para a valorização prévia de professores, nada vai acontecer", finaliza.
Níveis de atuação
Uma das questões pertinentes em relação à inclusão de mais um ano no currículo é se os professores que hoje trabalham na Educação Infantil estarão aptos a dar aulas também para os primeiros anos do Ensino Fundamental.
De acordo com o Ministério da Educação, a legislação deverá ser observada, já que "algumas leis estabelecem a mesma carreira e concurso para a atuação tanto na Educação Infantil quanto no Ensino Fundamental". No entanto, "outras definem carreira e concurso com atuação distintas, ou seja, especificas para a atuação na Educação Infantil ou no Ensino Fundamental".